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Modelário

Contrato de Comodato de Imóvel

Modelo revisado em

Preencha e baixe um contrato de comodato de imóvel em PDF: empréstimo gratuito com prazo, despesas e regra de devolução. Grátis, sem cadastro.

Para que o imóvel será usado.

Determinado, ou indeterminado com aviso para devolução.

Contas, condomínio, IPTU e conservação.

Modelo para uso comum. Não substitui orientação de advogado ou contador.

O que é um contrato de comodato de imóvel?

O contrato de comodato de imóvel formaliza o empréstimo gratuito: o dono cede o uso, quem ocupa paga as contas do período e devolve no prazo — sem aluguel. É o contrato da casa emprestada ao filho, do imóvel cedido ao caseiro, da sala que a empresa cede ao sócio. E é, antes de tudo, a prova escrita de que a ocupação tem dono e tem prazo.

Quando usar o contrato de comodato de imóvel?

Sempre que alguém for morar ou usar imóvel seu de graça por mais de uma temporada curta. O empréstimo de boca entre parentes funciona até a família brigar — e aí a ocupação de anos sem papel vira argumento de posse. O contrato escrito, com finalidade e prazo, desarma a usucapião e transforma a retomada em execução de cláusula.

  • Casa emprestada a filho ou parente

    O caso número um: o imóvel da família cedido de graça, com prazo e despesas escritos — e a paz preservada.

  • Imóvel cedido a caseiro ou funcionário

    A moradia ligada ao trabalho merece contrato próprio, apartado do vínculo — e atenção às verbas na saída.

  • O comprovante de endereço de quem ocupa

    Quem mora em comodato comprova endereço com a declaração de residência, apoiada neste contrato.

    Ir para Declaração de Residência →
  • A declaração que registra o empréstimo

    Para formalizar um comodato já em curso, em uma página, existe a declaração de comodato — este contrato é a versão completa.

    Ir para Declaração de Comodato →
  • A retomada que não anda

    Vencido o prazo e o imóvel não devolvido, a notificação extrajudicial constitui a mora — e liga o aluguel-pena.

    Ir para Notificação Extrajudicial →

Modelo de contrato de comodato de imóvel preenchido

Assim fica o documento pronto. O exemplo abaixo é gerado pelo mesmo motor que monta o seu arquivo, com dados fictícios no lugar dos seus — é exatamente o que sai no PDF, não uma ilustração.

Contrato de Comodato de Imóvel

COMODANTE: Maria Oliveira Santos, inscrito(a) no CPF/CNPJ sob o nº 111.444.777-35.

COMODATÁRIO: Maria Oliveira Santos, inscrito(a) no CPF/CNPJ sob o nº 111.444.777-35.

Cláusula 1 — Objeto

O comodante empresta GRATUITAMENTE ao comodatário, nos termos dos artigos 579 e seguintes do Código Civil, o imóvel situado em Rua das Acácias, 120, apto 43, Jardim Paulista, Campinas/SP, para a seguinte finalidade: residência do comodatário e de sua família, vedado uso diverso e a cessão a terceiros a qualquer título.

Cláusula 2 — Prazo

O comodato vigora pelo prazo de 24 meses, a partir de 01/10/2026, prorrogável por acordo escrito. Findo o prazo — ou, no comodato por prazo indeterminado, decorrido o prazo assinalado em notificação —, o imóvel será restituído livre de pessoas e coisas, no estado em que recebido, ressalvado o desgaste natural.

Cláusula 3 — Despesas e conservação

Correm por conta do comodatário: água, luz, gás, condomínio e IPTU do período, além da conservação ordinária do imóvel. O comodatário usará o imóvel como se seu fosse quanto ao zelo, comunicando ao comodante qualquer dano ou necessidade de reparo relevante, e não fará obras sem autorização escrita.

Cláusula 4 — Mora na devolução

Constituído em mora na restituição, o comodatário pagará, até a efetiva devolução, o aluguel que o comodante arbitrar, na forma do artigo 582 do Código Civil, além de responder pelos riscos do imóvel no período.

Cláusula 5 — Disposições finais

é vedado ceder, alugar ou emprestar o imóvel a terceiros, no todo ou em parte

Campinas, 12 de março de 2026.

Maria Oliveira Santos — Comodante
Maria Oliveira Santos — Comodatário

Nomes, documentos e valores são inventados, apenas para mostrar o formato. Preencha o formulário no alto da página para gerar o seu.

Modelo em branco para baixar

Se preferir preencher à mão ou editar o texto, baixe o modelo vazio. O arquivo em Word é editável e sai do mesmo modelo usado no gerador, então o conteúdo é idêntico ao do PDF preenchido aqui.

Como preencher um contrato de comodato de imóvel?

Nome do comodante (dono do imóvel)
Quem empresta de graça. O contrato escrito é a sua proteção principal: prova que a ocupação é empréstimo com dever de devolver — e não posse que um dia sustente usucapião. Exemplo: Maria Oliveira Santos
CPF ou CNPJ do comodante
Aceita CPF ou CNPJ no mesmo campo — o formato é reconhecido pelo número de dígitos, e o dígito verificador é conferido na hora. Quando quem assina é empresa, use o CNPJ, e não o CPF do sócio. Exemplo: 111.444.777-35
Nome do comodatário (quem ocupa)
Nome completo da pessoa física, ou razão social da empresa. Evite apelido ou nome de fantasia: em caso de discussão, o documento precisa identificar exatamente quem é quem. Exemplo: Maria Oliveira Santos
CPF ou CNPJ do comodatário
Aceita CPF ou CNPJ no mesmo campo — o formato é reconhecido pelo número de dígitos, e o dígito verificador é conferido na hora. Quando quem assina é empresa, use o CNPJ, e não o CPF do sócio. Exemplo: 111.444.777-35
Endereço do imóvel
Endereço completo, com número, complemento, bairro, cidade e estado. Endereço pela metade é o defeito que mais tira utilidade deste tipo de documento. Exemplo: Rua das Acácias, 120, apto 43, Jardim Paulista, Campinas/SP
Finalidade do comodato
Moradia, depósito, atividade da empresa. O uso fora da finalidade autoriza a retomada — por isso ela se escreve. Exemplo: residência do comodatário e de sua família
Prazo do comodato
Prazo escrito é a segunda proteção do dono: vencido, a devolução é exigível. No prazo indeterminado, a retomada pede notificação com prazo razoável — 30 dias é a praxe. Exemplo: 24 meses, a partir de 01/10/2026, prorrogável por acordo escrito
Despesas por conta do comodatário
O comodatário paga as despesas ordinárias do uso — é o padrão da lei e não descaracteriza a gratuidade. O que desnatura o comodato é cobrar valor pelo uso em si: isso é aluguel, com outra lei. Exemplo: água, luz, gás, condomínio e IPTU do período, além da conservação ordinária do imóvel
Cidade
Cidade onde o documento está sendo assinado. Aparece no fecho, antes da data. Exemplo: Campinas
Data
Vem preenchida com hoje. Troque se estiver documentando um fato anterior — data que não corresponde ao fato real enfraquece o documento e pode caracterizar declaração falsa.
Observações opcional
Campo livre para o que não coube nos demais: condição combinada, ressalva, número de parcela, forma de pagamento. Fica em branco no documento se você não preencher. Exemplo: é vedado ceder, alugar ou emprestar o imóvel a terceiros, no todo ou em parte

O que precisa constar no contrato de comodato de imóvel?

  • Identificação do comodante e do comodatário.
  • O imóvel e a finalidade do uso.
  • O prazo — ou a regra de notificação no prazo indeterminado.
  • As despesas por conta de quem ocupa.
  • A vedação de cessão a terceiros e a regra da devolução.

Erros comuns no contrato de comodato de imóvel

  • Emprestar de boca por anos e descobrir a ocupação transformada em alegação de posse — o contrato existe para matar essa conversa.
  • Cobrar "um valor simbólico pelo uso": vira aluguel disfarçado, e com ele a Lei do Inquilinato inteira, denúncia e prazos.
  • Não escrever prazo nem finalidade e depender de notificação e paciência para retomar.
  • Esquecer as despesas: sem cláusula, a conta de luz do parente vira dívida do dono.
  • Permitir obra sem autorização escrita e herdar a discussão de benfeitorias na devolução.
  • Comodato a funcionário sem apartar do contrato de trabalho — a moradia mal documentada contamina a rescisão.

Outros nomes para este documento

Contrato de cessão gratuita de imóvel
O mesmo instituto, no nome descritivo.
Empréstimo de imóvel
O nome popular — juridicamente, comodato.
Contrato de comodato de veículo ou equipamento
O mesmo regime vale para bens móveis — adapte o objeto e as despesas.

Comodato, aluguel ou cessão: o imóvel nas mãos de outro

O que separa os regimes é o dinheiro e o papel — e cada um retoma o imóvel de um jeito.

Situação Use Por quê
Uso gratuito, com contas pelo ocupante Este contrato de comodato Empréstimo do Código Civil, com devolução exigível.
Uso mediante pagamento mensal Contrato de aluguel Lei do Inquilinato, com garantias e prazos próprios.
Registrar empréstimo já em curso, em uma página Declaração de comodato A versão resumida, para comprovações.
Ocupação sem papel nenhum Regularize antes da briga Anos de ocupação gratuita sem contrato alimentam usucapião.

Perguntas frequentes sobre o contrato de comodato de imóvel

Quem mora de favor pode usucapir o imóvel?

O comodato bem documentado é justamente o antídoto: a usucapião exige posse com ânimo de dono, e quem ocupa por empréstimo reconhece que o dono é outro — o contrato prova isso. O risco mora no favor de décadas sem papel, em que a família esquece o combinado e a ocupação muda de natureza na prática. Assine o contrato enquanto a relação é boa; é para quando ela azedar.

Posso cobrar as contas sem virar aluguel?

Pode — e deve escrever. As despesas ordinárias do uso (água, luz, condomínio, IPTU do período, pequenos reparos) correm por conta do comodatário sem descaracterizar a gratuidade: ele paga o próprio consumo, não o uso. O que desnatura é a contrapartida pelo uso em si — o "valorzinho mensal" que, na disputa, o juiz lê como aluguel e julga pela Lei do Inquilinato.

Como retomo o imóvel emprestado?

Com prazo determinado, o vencimento já torna a devolução exigível. Sem prazo, notifique por escrito assinalando prazo razoável — 30 dias é a referência usual. Persistindo a ocupação, o morador está em mora: liga-se o aluguel-pena do artigo 582, que você arbitra, e o caminho judicial é a reintegração de posse. A necessidade urgente e imprevista do dono também autoriza a retomada antecipada, reconhecida pelo juiz.

O que é o aluguel-pena do artigo 582?

A sanção da lei para quem não devolve: constituído em mora, o comodatário paga, até restituir, o aluguel que o COMODANTE arbitrar — a lei entrega a régua ao dono, e os tribunais toleram valores acima do mercado justamente pela função de pressão. Não transforma o contrato em locação: é pena, convive com perdas e danos, e termina na entrega das chaves.

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